O meu próprio servidor – parte 3

Embora o servidor já estivesse pronto para conteúdos estáticos, foram necessárias algumas coisas mais para poder instalar satisfatoriamente o WordPress (e algumas só descobri por tentativa e erro):

Adicionar permissões ao servidor apache

Pelos vistos no Plesk o file system debaixo de httpdocs fica a pertencer ao utilizador por nós escolhido para acesso FTP e ao grupo “psacln”. Mas o apache corre com o utilizador www-data que não faz parte do grupo “pscln” e o WordPress não consegue executar certas operações se o apache não tiver permissões sobre o file system.

Em vez de baixar a guarda mudando as permissões para 777 parece-me preferível adicionar o apache (“www-data”) ao grupo “psacln”. Para isso é necessário aceder à linha de comando do sistema operativo:

sudo  usermod -a -G psacln www-data
sudo /etc/init.d/apache2 restart

Aumentar a memória disponível para PHP

Pelos vistos o Plesk atribui apenas 32 MB para uso do PHP. Descobrimos isso quando a instalação do WordPress nos brinda com a mensagem

Fatal error: Allowed memory size of 33554432 bytes exhausted (tried to allocate 9 bytes) in /var/www/vhosts/ofalcao.pt/httpdocs/wp/wp-includes/pomo/mo.php on line 186

Para evitar isso é necessário criar um ficheiro de configuração do apache

sudo nano /var/www/vhosts/ofalcao.pt/conf/vhost.conf

com o seguinte conteúdo:

    <Directory /var/www/vhosts/ofalcao.pt/httpdocs/>
    php_value memory_limit 64M
    </Directory>

e reconfigurar o apache

sudo /usr/local/psa/admin/sbin/websrvmng --reconfigure-vhost --vhost-name=ofalcao.pt

Criar a base de dados para o WordPress

No painel do Plesk adicionar uma nova base de dados MySQL com um nome à escolha e adicionar um novo utilizador (com um nome diferente do “admin” sugerido). Em princípio isto é suficiente mas como em tempos tive problemas com collations erradas afectarem a tradução portuguesa do WP usei o módulo webadmin do Plesk para  confirmar que a collation estava OK (“utf8_general_ci”).

Criar uma pasta para a instalação do WordPress

Apesar de não ser necessário criei uma pasta “blog” debaixo de httpdocs para conter a instalação do WP. Se quiser ter outras coisas instaladas no servidor escuso de as misturar todas além de facilitar futuros backups, aplicação de regras de segurança, etc…

Isto pode ser feito no File Manager do Plesk ou pelo cliente FTP, não é necessário linha de comando.

Transferir o WordPress

O site do WP tem um guia “Famous 5-Minute Install” fácil de seguir.

O download do WP (tanto em inglês como português) pode ser feito em formato tar.gz ou zip. Depois de extraído fazemos o upload por FTP (para a subpasta blog criada anteriormente), renomeamos o ficheiro “wp-config-sample.php” para “wp-config.php” e editam-lo nos seguintes parâmetros:

  • DB_NAME -> o nome da base de dados MySQL criada anteriormente
  • DB_USER -> o utilizador definido anteriormente para a BD
  • DB_PASSWORD -> a password definida anteriormente
  • 8 chaves de autenticação (o site do WordPress tem um gerador aleatório)
  • $table_prefix -> algo diferente de ‘wp_’ de modo a dificultar a pirataria

Instalar o WordPress

A partir do browser proceder à instalação (logicamente, por razões de segurança, o link deixa de estar disponível no final da instalação)

http://ofalcao.pt/blog/wp-admin/install.php

O processo de instalação é rápido, pedindo apenas o nome a dar ao site (“O Falcão”) e ao administrador (convém um nome diferente do sugerido “admin” e escolher uma password sólida) sendo conveniente indicar um e-mail funcional para podermos recuperar a password em caso de esquecimento e receber notificações) e pergunta se queremos permitir a indexação por motores de busca.

Aqui uma nota quanto ao e-mail escolhido: se quisermos um avatar para o nosso utilizador (uma imagem que aperece associada ao nosso perfil) e tivermos uma conta no Gravatar basta usar o mail associado a essa conta que o WordPress integra automaticamente com o Gravatar sem termos de instalar nenhum plugin como antigamente.

Não ocorrendo erros temos já o WP a funcionar. No próximo artigo indico algumas configurações feitas a posteriori.

 

 

Series Navigation<< O meu próprio servidor – parte 2O meu próprio servidor – parte 4 >>

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *