O meu próprio Media Center – parte 1

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Parte 1 – Enquadramento

Começa a formar-se uma tradição familiar: a cada novo filho um novo Media Center.

Da primeira vez a ideia inicial foi aproveitar spares para implementar uma forma da cara metade (em licença maternal) poder ver durante o dia os episódios do House que na altura passavam a horas aberrantes.

Cá em casa spares é coisa que nunca faltam, ainda restava qualquer coisa de uns anos antes quando ao ir morar sozinho optei por por não comprar TV e sim usar o computador principal como misto de posto de trabalho e consola de jogos (uma placa receptora de TV da Hauppauge, um sistema de som surround Cambridge, um monitor CRT de 19″). Só que já na altura estes não eram novos e eu não pretendia gastar dinheiro por isso… como já tinha começado a dar uns passos com o Ubuntu descobri uma versão mais leve deste que integrava o MythTV (um projecto open source que implementa uma solução completa de Media Center): o Mythbuntu.

Depois de algumas afinadelas iniciais (sobretudo no sentido de baixar o ruído de funcionamento e melhorar o aspecto externo para poder passar despercebido na sala de estar, trocando o CRT de 19″ pela TV LCD de 32″ oferta de casamento) teve grande sucesso por permitir fugir aos anúncios: podiamos por exemplo começar a ver um telejornal 20 minutos depois do início da emissão e acabar de vê-lo em real time tendo saltado toda a publicidade e lavagem cerebral. Passados quase 5 anos ainda nos rimos quando vemos os prestadores de televisão terrestre anunciarem como novas as funcionalidades que usamos há tanto tempo.

Sim, temos apenas 4 canais… mas para o que precisamos chega e sobra e não encontramos nos canais terrestres qualidade/oferta suficientes que justifiquem subscrever o serviço, ainda mais quando os únicos operadores que se dignam cablar até à nossa porta estão na minha lista negra (e o ADSL que também temos não permite IPTV por imposição de um desses operadores, tal é a livre concorrência neste país)

A configuração foi sofrendo alguns upgrades e ajustes até que Portugal entrou na era da TDT e eu me apercebi que tinha cerca de 2 anos até ser desligado o sinal analógico de TV. Como a TV entretanto avariara e já não valia a pena reparar (a experiência de TV através do Media Center era tão ou mais satifastória exceptuando o futebol em que víamos os golos 10 segundos depois do vizinho de cima ter gritado) ficámos com 2 opções: comprar uma nova TV que já permitisse TDT ou adicionar uma placa DVB-T ao Media Center. Na altura as televisões inteligentes ainda estavam a despontar, com preços ainda muito elevados e com normas ainda muito mal definidas por isso foi a placa.

Como o processador e a placa gráfica não tinham capacidade para exibir a alta definição da TDT [que mais tarde vim a descobrir ser apenas marketing já que as emissões TDT em Portugal são de 720p e não de 1080p, talvez o operador de TDT vender também serviços terrestres e o Estado não estar para se chatear tenha algo a ver com isso] foi necessário nesta segunda encarnação do Media Center passar a ter dois sistemas: um Frontend na sala, pequeno e praticamente silencioso, somente para visualização ou audição e um Backend mais volumoso, num quarto vazio, para recepção do sinal TDT e armazenamento dos ficheiros.

Passada a reacção «há cabos pela casa toda!!!» repetiu-se o sucesso da primeira versão, agora com o pequenote a dominar também o conceito de «pausar» os desenhos animados.

Entretanto as televisões inteligentes baixaram de preço e aproveitei a licença parental para substituir a TV avariada – sai um LCD de 32″ [e 20 kg!] por um LED de 40″ bem mais leve e ocupando o mesmo espaço.

Só que a placa gráfica do Frontend [e tudo o resto cá em casa excepto os laptops] não permite ligação digital e a motherboard não permitia adicionar nenhuma placa gráfica moderna por isso foi necessário actualizar o Frontend. E uma vez que o novo sistema vem com bastante mais recursos, voltamos a ter ambas as funcionalides (Frontend e Backend) num só sistema.

Nos próximos artigos explico como configurar um Media Center que permite tirar partido das funcionalidades de uma SmartTV.

Novas curvas de crescimento

Segundo «O Público», finalmente Portugal vai adoptar novas curvas de crescimento para bebés e crianças. Desde a década de 70 que nos regíamos pelos famigerados «percentis» norte-americanos mesmo sabendo que as curvas resultavam de uma amostra limitada a bebés alimentados com fórmulas lácteas excluindo os ealimentados exclusivamente com leite materno.

Não me parece que será desta que vamos deixar de ouvir o «tadinho, está no percentil 25, precisa comer mais» (para isso era preciso dar noções elementares de estatística e espírito crítico a uma Nação) mas pelo menos alivia-se a pressão para dar «o suplemento».

 

Estamos a ser invadidos

Estamos a ser invadidos por formigas. Um batalhão inteiro! Ainda por cima entram pelo nosso quarto onde dorme o bebé por isso o recurso a armas químicas está posto de parte.

Restam as mezinhas. Vinagre nos carreiros parece ser consensual bem como sabão azul ou talco nas frestas.

Aceito sugestões se comprovadas pessoalmente (para «dizem que» já me basta o Sr. Google).

Café é que nos salva

Ficou resolvida aquela que porventura seria a única saudade do trabalho durante a licença parental: a máquina de café.

7 anos serviu Labão bem como a De’Longhi E200CD.B que nos deram como prenda de casamento. Excelente máquina expresso mas os filtros dos manípulos tendem a entupir e chegaram ao limite. Não encontrando outros à venda foi necessário dizer adeus à fiel amiga e procurar outra que permitisse iguais alegrias.

A Dimobilli Expresso Multi D4 (também oferecida, agora pelos anos) é made in Portugal e permite continuar a dar uso ao moínho de café sem ficar para trás na moda das cápsulas: Delta Q e Dolce Gusto (e ainda as pouco interessantes pastilhas).

O problema agora é a escolha dos sabores…

— complemento de 4 de Junho de 2013: —

A quem vier aqui parar à procura de referências: passados uns meses a máquina começou a pingar água, ao tirar café, pelos lados e pelo punho do manípulo (sobretudo ao usar as cápsulas Delta Q). Sete meses depois de comprada já era mais a água perdida que o café tirado e avariou também a luz da pressão.

Estando na garantia, trocaram-ma por outra igual (ou quase: o reservatório de água é feito noutro material, mais mole e não translúcido, o primeiro penso que era em acrílico). Aos primeiros cafés Delta Q começou logo a sair água pelos lados. Depois descobri que só conseguia tirar Dolce Gusto se segurasse o manípulo de forma a manter a cápsula direita para que a máquina conseguisse perfurá-la. E ao quinto dia deixou de funcionar de todo.

Voltei à Radio Popular e trocaram-ma por uma terceira (a terceira em menos de nove meses!). Até aqui tudo bem mas nota-se perfeitamente uma diferença no «encaixar» dos manípulos (para melhor) e ao parar o café ouve-se o som da despressurização. Portanto ou apanhei 3 versões diferentes do mesmo modelo ou a precisão da linha de montagem deixa muito a desejar.

O meu próprio servidor – parte 4

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Após entrar pela primeira vez no painel de controlo do WordPress:

Em “Opções (Geral)” escolher um sub-titulo para o blog e mudar o fuso horário para Lisboa.

Em “Apresentação” escolher um tema e no meu caso transferir uma imagem (um falcão) para cabeçalho. Nesta altura descubro que as permissões não são suficientes:

Não foi possível criar o directório wp-content/uploads/2012/09. O directório do nível acima permite a escrita?

OK, basta utilizar o File Manager do Plesk ou um cliente FTP para à pasta “httpdocs/blog/wp-content” adicionar permissões de escrita ao grupo.

Em “Opções (Ligações Permanentes / Permalinks)” escolher “Estrutura personalizada: /%year%/%postname%”. Desta vez o WP queixa-se de que não consegue escrever em “.htaccess” que por acaso nem sequer existe por isso no File Manager do Plesk ou no cliente FTP criar um ficheiro vazio “.htaccess” em “/httpdocs/blog” e dar-lhe permissões 664 (leitura e escrita ao utilizador e ao grupo, leitura apenas aos outros).

Finalmente nos “Utilizadores” editar o meu perfil e confirmar que aparece a imagem que escolhi no gravatar.

No próximo artigo indico alguns plugins que acrescentei para facilitar a vida.

 

Robalo no forno

Além do dito cujo, perfurado e recheado com alho:

  • abóbora da mãe aos cubos
  • cenoura da cunhada em palitos grossos
  • pomodoros do sogro aos sextos
  • manjericão da horta do 6º andar
  • chuchu às fatias
  • cebola às rodelas grossas
  • oregãos, sal fino e azeite q.b.

Forno a 180º, desligar quando as cebolas começarem a tostar ou baixar para 120º se quisermos os vegetais mais macios.

Havendo batatinhas também iam, com casca bem lavada e eventualmente previamente meio cozidas no micro-ondas (conforme o tamanho).

Não havendo grávidas nem lactentes também ia meio copo de vinho branco a meio da assadura para refrescar.