O meu próprio servidor – parte 2

Feitos os devidos pagamentos recebi um mail com a informação relevante:

  • um endereço IP (62.193.196.90) para onde me é recomendado apontar as entradas de DNS www/ftp/mail/pop3/mx
  • um login para o painel de controlo do VDS (Parallels Plesk Panel)
  • um login de administração do sistema operativo (root)

Depois de confirmados os acessos, a primeira coisa que fiz criar um novo login de administração do Ubuntu Server e desactivar o utilizador root fornecido (numa instalação de Ubuntu a conta root nem sequer fica activa de modo a evitar erros por parte dos utilizadores e dificultar o trabalho aos piratas).

Depois usei o painel de controlo para criar um novo domínio do tipo “Web Site Hosting” respondendo pelo nome “ofalcao.pt” e IP 62.193.196.90. Sendo apenas para Web optei por não activar serviços de Mail nem DNS e como vou instalar WordPress defino que o PHP vai correr como um módulo Apache sem usar safe mode (que está a ser abandonado e só me deu chatices neste servidor). Defino também que em vez de “admin” quero outro nome para a conta de FTP.

Ainda no painel de controlo defino também um alias de domínio que fica a apontar para o domínio que acabei de criar: pedidos web a “www.ofalcao.pt” são encaminhados para “ofalcao.pt”.

Pronto, se quisesse um site podia já começar transferindo para aqui a minha estrutura de ficheiros estáticos (html e imagens) por FTP ou pelo File Manager do Plesk para ofalcao.pt/httpdocs (um caminho relativo que na verdade corresponde a /var/www/vhosts/ofalcao.pt/httpdocs).

No próximo artigo explico como instalei o WordPress.

O meu próprio servidor – parte 1

Tentativas anteriores de ter o meu próprio site acabaram sempre mal – mais cedo ou  mais tarde um palerma pirata qualquer acabava sempre por conseguir tomar conta dele e utilizar o meu domínio para fins no mínimo duvidosos. Ter um site alojado numa empresa deixa-nos dependente da qualidade dos serviços de administração de sistema dessa empresa… e a experiência ensinou-me que mais vale arregaçar as mangas e fazer eu mesmo. Mas infelizmente quando temos um site alojado numa empresa o nosso controlo sobre o servidor em si é nulo, o mais que conseguimos para lá de webadmin é o controlo sobre o file system – nunca sobre o estado dos serviços, as configurações ou as versões.

A solução passava por ter o meu próprio servidor dedicado mas os preços eram exorbitantes por isso durante algum tempo aventurei-me e tive o meu próprio servidor doméstico, ligado à net através da minha ligação ADSL. Para experiências e usos reduzidos servia perfeitamente mas as ligações ADSL na minha zona estão limitadas pela Portugal Telecom a uns míseros 4 Mbps com 512  kbps e acabei por desistir.

Mas agora existem os VPS/VDS que nos permitem utilizar apenas uma fracção de um servidor real como se fosse um servidor completo. A experiência do servidor doméstico mostrara que 200 MHz e 64 MB eram suficientes para um pequeno site por isso optei por um VDS de 256 MB com 5 GB de espaço em disco. O processador é de 3 GHz, tem de ser partilhado pelos restantes VDS mas mesmos que haja 10 servidores em simultâneo a puxar pelo processador dá 300 MHz a cada um – quanto aos outros não sei mas a mim chega-me perfeitamente.

Ah pois, e Linux porque para lidar com as parvoíces do Windows já me basta o dia-a-dia. Escolhi Ubuntu Server porque já estou familiarizado com o Ubuntu como Desktop principal mas Red Hat também seria uma boa escolha (na minha profissão também lido com uns quantos servidores RHEL embora não como webadmin).

E agora que em Portugal finalmente se deu a liberalização nos Domínios, um domínio .pt só para mim.

No próximo artigo explico como configurar o servidor VDS para funcionar como servidor Web.

Calamity Joe

– Sou um vulcão a explodir! Sou um tornado! Sou…

– Sabes o que se chama aos vulcões a explodir e aos tornados?

– Não [diz lá pai]

– Calamidades.

– Eu sou isso. Sou uma calamidade 🙂